Percepção

ando
fático, como jornais
sobre a mesa numa manhã
de domingo.
como o é uma segunda-feira,
o ciclo de uma serpente
perseguindo o próprio
rabo.

desses bichos da natureza
eu penso como
um rio que arrebenta a margem.
penso que
o maior orgulho de um homem,
é não pertencer
ao limite do conceito.

sou um poeta,
representante banal de alguma
filosofia que sente.

dobrando esquinas bêbadas
com a sobriedade
e a fé de
quem sabe, não
haver paraíso,
nem na poesia.
quem sabe, não
haver paraíso,
nem na poesia.

Escritor, poeta e estudante de filosofia. Autor de “Máquina de Inventar Instantes” (Ed Premius, 2015), seu livro de estreia, também escreve para o blog “A Fábrica do Efêmero”.

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Cícero Almeida

Escritor, poeta e estudante de filosofia. Autor de “Máquina de Inventar Instantes” (Ed Premius, 2015), seu livro de estreia, também escreve para o blog “A Fábrica do Efêmero”.