(Des)Amarras

tentaram controlar meu riso
meu choro
meu grito
meu gozo
me proibiram de ser quem sou
amarraram-me os braços
rasgaram-me a roupa
e me fizeram crua
em casa a santa
na rua a puta
na boca dos outros
geni, a vagabunda
cuspiram-me fogo
prenderam-me ao jogo
de sorrir mesmo assim
pra quem queria me maltratar
e de tanto tentar agradar
agradei a mim
hoje me basto
e confesso de fato
meio ao riso desenfreado
que estou bem melhor assim

Membra da Academia Maracanauense de Letras, escritora, estudante de Serviço Social e adora poesia, música e cor. Escreve pela leveza de ser, e está sempre aberta à eterna novidade do mundo.

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Enne Marinho

Membra da Academia Maracanauense de Letras, escritora, estudante de Serviço Social e adora poesia, música e cor. Escreve pela leveza de ser, e está sempre aberta à eterna novidade do mundo.