À Espera

Pernas que balançam
Ao ritmo descompassado
Das senhoras que trafegam
Acelerados passos

Pés e mãos nervosos
Suspiros cansados
A esperança chega ao fim
Mas não há alívio
Pelo contrário

Do frio mármore
O desconsolo do choro
Uma vida se fora
Lágrimas incontidas
Espera indesejada

Ao entender do porque
Motivos desaparecem
Não se entende a vida
Tampouco a morte interessa
Que senão aos jornais
E folhas impressas

Aceita-se assim
As estatísticas
A finitude das coisas
A finalidade dos números
Por fim

Da separação cruel
A dor que lhes causa
Diz o doutor
Uma hora vai passar

– mas não passa –
– nunca passa –

Membra da Academia Maracanauense de Letras, escritora, estudante de Serviço Social e adora poesia, música e cor. Escreve pela leveza de ser, e está sempre aberta à eterna novidade do mundo.

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Enne Marinho

Membra da Academia Maracanauense de Letras, escritora, estudante de Serviço Social e adora poesia, música e cor. Escreve pela leveza de ser, e está sempre aberta à eterna novidade do mundo.

  • Wilson Júnior

    Adoro a visceralidade dos teus textos!

  • rogelma sousa

    Maravilhada com o que estou vendo aqui!