Plágio

Nas motivações já estou na penúltima

Razão, doce questão, que é tão romântica

Viver a vida por ela ser curta e única

Eis a verdade mais pura, simples e ácida

Falar o que há sempre me causa cólica

Mas o silêncio agora não calou a gramática

E todos me ouviram, até a Cleópatra

Amarrado dentro de qualquer cúpula

Ouvindo uma boa, alegre ou triste música

Gritando e suando por muitas décadas

Enquanto enxergo uma realidade fétida

Perdido num disperso e lento cântico

Vagando pelo incerto como um pássaro

Voando por voar sem o devido ânimo

Esquecendo de lembrar do novo pântano

Que se tornou o meu chão após tanta lágrima

E de tão molhada reivindico a mágica

Feita por um inocente com a face cálida

Calo a voz que se fez tão prática

E teorizo que meu plágio não seja tão fático

Porém minhas palavras já se tornaram sólidas

Pois de tão desumano já me tornei máquina

Preso, sempre, no mesmo traço, linha e sílaba

Afogado neste mar interno de tanta dúvida

Finalizo crendo que devo ser o sétimo

Mas três nomes esqueci por estarem a quilômetros

Contudo posso citar Ana, Caio, Luna e Angélica

Pra classificar meu pecado como cômodo

Nesse mundo de cruéis e duros parâmetros

Peço, sem pestanejar, numa voz acústica

Perdoe-me pela blasfêmia Chico Buarque.

De muito falar de si esqueceu quem é, e transcreve os dados que encontrou: Admirador assíduo da fantasia inglesa, culpado por adorar o humor argentino, fã de Caetano e alguém que se sente velho apesar da idade. Não sabe o que essas informações podem oferecer a quem lê, mas sabe que escreve, pois só preso a isso consegue viver em liberdade.

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  • Gina Eugênia Girão

    plágio pra lá de inédito, esse. rsrsrs