Resultado Semana 2 – II Prêmio Escambau de Microcontos

Segue os outros ranqueados na segunda semana. Parabéns a todos, aos que estão na lista e aos que não estão também. Como diria Neil Gaiman, “Continuem fazendo a boa arte”.

 

11 – “A semente brotou, criou raízes e folhas. De início, era um pouco incômodo, mas logo habituou-se As flores tornaram o fardo um pouco mais leve, mas logo percebeu que a questão era mais grave do que imaginava: a dúvida estava gerando frutos; que não tardariam a infestar-lhe as ideias.”(Rodrigo Domit)

11-João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. A dúvida de João era quem mataria primeiro.” (Severino Rodrigues)

11 – “Ilma. Sra. D. Barbina, verificamos que a Sra. atingiu o limite de idade permitido pela lei. Favor comparecer ao crematório mais próximo, portando documento de identidade (original), um litro de álcool, dez quilos de lenha e um saco plástico (sem propaganda). Agradecemos pela compreensão.” (Mauro Bartolomeu)

12 – “Vivo ou morto? A dúvida de Erwin Rudolf Josef Alexander Schrödinger finalmente chegaria ao fim assim que abrisse o seu maior experimento. Com as mãos suadas de emoção, ele tateia a tampa da caixa e… se arrepende amargamente por ter escolhido uma cobaia com sete vidas, sete probabilidades, sete incertezas.” (Romeu Martins)

12 – “Fim de ano em família, receita para um encerramento perfeito: dois engradados de cerveja, seis quilos de churrasco e duzentos mililitros de veneno de rato.” (Thiago Barba)

12 –Foi trazido pela corrente gelada vinda do sul. Estava faminto, solitário. Ela o alimentava com pequenos peixes, fazia-lhe companhia naquela praia inóspita. Recuperado, pensou em partir. Ela chorou. Ele ficou. Formaram o mais estranho casal. A Gaivota e o Pinguim.” (Lenita A. J. Castro)

13 – “Para otimizar os negócios, o sinhôzinho comprou um trator. E todos arrumam as coisinhas na casa de taipa…menos Ricardo. Choravam tristemente…menos Ricardo. Pai, mãe e os 8 irmãos atônitos sem saber como será o amanhã…menos Ricardo. Ricardinho só amolou a peixeira, botou na cintura, e saiu…” (David Lima)

13 – “Seu corpo alquebrado não conseguia mais acompanhar as diabruras de sua alma criança. Morreu pulando corda.” (Nilo Paraná)

14– Não vendo minha alma por dinheiro nenhum no mundo. – Temos plano de saúde, auxílio creche e pagamos em dólar. – Ok. Posso alugá-la oito ou nove horas por dia.” (Thiago Luz)

14 – “Ele tinha alma de escritor, pena ser analfabeto!” (Fabiano Sorbara)

15 O chef ligou o solstício do fogão, alourou cada trópico da terra na panela, temperou com climas, mexeu em círculos de latitude, verteu um copo de mar e deixou cozinhar. Equalizou a comida no prato enfeitando-a com pedaços de planetas. – Prove! E então o crítico sentiu estrelas no céu de sua boca.” (Marcella Wolkers dos Reis)

15 – Ano 1017 d.C. Erik Olafson gira no ar seu machado de combate antes de dar o golpe fatal em mais um inimigo. Já é o quinto que o bravo viking faz tombar nesta batalha. Ao longe, ele escuta o grito de uma Skjaldmö: “Érico Olavo Jr., anda rápido com essa lenha ou a pizza não sai hoje, moleque!” (Romeu Martins)

16 – “Vê? Olha, vovô! Como são belas! São mesmo, não são? E brilham! O que são? São as almas das pessoas. Uau! O avô percebeu a inquietação do menino, sua agitação incomum. Tudo bem, seu malandrinho! Eu sei o que você quer. Pode ir! Pode ir devorá-las.” (Zé Ronaldo)

16 – “- Confesso que temo o que pode acontecer conosco nesta viagem aos trópicos! E se um índio nos devora?! – comenta em Inglês, no avião, o turista à esposa. Nisto, o índio da poltrona da frente vira-se e, na maior calma, diz: – Sorry, mister… no junk food!” (Edweine Loureiro)

16 – O encerramento daquele show de mágica foi surpreendente. Pediram-lhe que cerrasse os olhos da assistente. O mágico trazia um serrote ensanguentado nas mãos. Por que faltara àquela aula de Português? “ (Tatiana Alves)

17O detetive tinha diante de si uma pistola, uma vítima e uma dúvida. Aprendeu a investigar casos e não disfarçá-los.” (Isaac Morais)

17 – “A Madame desmaiou quando, no encerramento do jantar, a empregada da família lhe serviu a cabeça do seu marido. Leão Prado morto, uma maçã na boca balofa… Dora, a serviçal, confessou o crime sorrindo. Matara aquele porco para que ele não fizesse com mais nenhuma criança o que fez com ela por anos.” (Mariana Carolo)

17 – “Mal começara os trabalhos naquele terreno baldio e a senhorinha da casa ao lado ofereceu-lhe suco. Um mês depois encontraram seu corpo e mais doze ossadas humanas enterradas naquele lote. Da senhora e do trator, nem sinal…” (Francisco Petrônio Ferreira de Oliveira)

18 – “Atirou-se pela janelinha. O trator estava sem freios! Todos apertaram as vistas, esperando a colisão, o fim, mas a máquina continuou. Uma missão sagrada de terraplanagem: foi prédio, montanha, árvore, deserto. Hoje e já há 13 anos reza a lenda: o trator só para ao chegar à borda do mundo, e cair.” (Daniel Grimoni)

18 – Enquanto ele estava na floresta tirando lenha, sua esposa o traia com o vizinho. Um dia, desconfiado, fez que foi para o trabalho e ficou escondido. Viu o homem chegar e adentrar em sua casa. Hoje seu machado seria cravado em outros troncos.“ (Claudio Antonio Mendes)

19Serial Killer de Itu. Pensou numa pá, mas, no final, optou por um trator.” (Ricardo Thadeu)

20Seu paciente morreu, bem na sua frente, de coração partido. Depois de diagnosticar o encerramento das atividades cerebrais, o médico autorizou a retirada de todos os órgãos para doação. Em seguida, matriculou-se em um curso de reciclagem para cirurgiões cardíacos.” (Romeu Martins)

21 Estava a chover sangue em toda a região dos trópicos. O sangue curava os doentes. O cristo redentor e tudo que era branco ficou vermelho. Para uns era o fim do mundo, para outros a chance de redenção. Mas, para alguns, uma ameaça e propaganda comunista.” (Marcel Angelo)

22 – “Eu já cacei, matei e comi um javali inteirinho”, disse a águia. “Pois eu devorei uma girafa que morreu de infarto”, vangloriou-se o abutre. “Não são nada perto da baleia que eu pesquei”, debochou a gaivota. “Estória de gaivota”, murmuraram em uníssono. (André Felipe)

23 – Pequeno, vira, na praia, uma gaivota bicando o olho de um tubarão morto. Aquilo marcara para sempre sua vida. Era-lhe imagem de resistência. Mesmo estando morto o peixe. No centro, os manifestantes enfrentavam a polícia. Ele, coquetel na mão, pusera sua máscara de gaivota. Daria sua primeira bicada. (Zé Ronaldo)

Idealizador do Escambau, escritor, estudante de História e fã de cultura pop. Somente após vinte e seis anos criou coragem para colocar para fora suas aspirações literárias.

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Wilson Júnior

Idealizador do Escambau, escritor, estudante de História e fã de cultura pop. Somente após vinte e seis anos criou coragem para colocar para fora suas aspirações literárias.