Nesse encontro

Nesse encontro de hoje sou transformação
O eu é viagem e desbravamento.
Um momento diferente
Ir naquilo que é profundo.

Quero ser guiado ao encontro de alegrias
De sorrisos bobos
De inocência sem dimensão.

Algo em mim pulsa e perverte até o real
Muda planos
Me faz criança,
Desbanca a viver o intenso
O que precisa ser vivido a tempo.

Quiçá tenha saudades depois
Do encontro que marquei
Não permito viver só lembranças
Fiz uma aliança de felicidade agora.

Farei catarse das dores
Verei onde possa amores
De muitos lados
Onde houver corações que abrasem.

Nas coisas da vida
Como a onda do mar que vem e volta
Tornarei a fazer encontros, eu
Na relva
Nos pomares
Também nos mares
Nos lugares
Farei comigo
Flores em vez de dores.

Vejo-me e revejo
Sem medo dessas descobertas
Um sempre novo encontro.

Disfarço, porém não faço
Que o agora
Seja só passagem.

Não vivo só de alegrias
Também não só de tormentos
Vivo também de outras alegrias
Quer as tenha ou não
O que importa é sermos comuns
Paixões, medos e angustias.
Quem nunca teve que jogue a primeira pedra.

A sensibilidade pras coisas
Vivendo e aprendendo.
Extrair a essência
Descobrir o néctar da flor
Talvez não seja tão fácil
Mas provável descobrir-se a cada por do sol.

Pai, esposo, bem família, amante de música e apaixonado por livros. Estudante de Pedagogia, dedica-se a escrever histórias para crianças. Poeta por ser poeta. Uma boa estória e um punhado de prosa o alegram muito.

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José Cipriano

Pai, esposo, bem família, amante de música e apaixonado por livros. Estudante de Pedagogia, dedica-se a escrever histórias para crianças. Poeta por ser poeta. Uma boa estória e um punhado de prosa o alegram muito.

  • Idejanio

    Belas palavras, muito inspirador. Viver atento as nuances da vida gera um ser humano mais sábio e resiliente. José Cipriano, parabéns pelo seu talento. Que Deus te abençoe por isso.

  • Marcela

    Lindo poema, muito inspirador!

    “Farei catarse das dores
    Verei onde possa amores
    De muitos lados
    Onde houver corações que abrasem.”

  • Victor Vinícius

    Maravilhoso poema, passou uma serenidade e uma leveza imensa!