Verve

Visto a roupa
do avesso
de trás pra frente
ou de través
desvisto

Prefiro o tecido
sem etiqueta
tecido na pele
pôr os poros
na dança

Dou toda a letra
e nenhum pano
pra manga
só pra abraçar
o braço

Descomposta
provo a nudez
sem pele
componho-me
no verso

Só me serve
palavra que sua
visto que visto
poesia nua
na verve

Esther Alcântara é poeta e cronista. Formada em Letras e Especialista em Língua Portuguesa, atua como editora e revisora de textos e dedica-se também à encadernação artística. Em 2015 participou da exposição de livro de artista “Entre a Obra e a Dobra: Memórias”, com a obra Raízes. Em 2016 publicou Vinte poemas para serem lidos com lupa, obra em forma de minilivro (2 x 3 cm), e participou da Antologia Senhoras Obscenas. Publica poemas em revistas, blogs e antologias e também os apresenta em saraus. Seu livro Piracema será lançado em abril de 2017 pela Carpe Librum.

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Esther Alcântara

Esther Alcântara é poeta e cronista. Formada em Letras e Especialista em Língua Portuguesa, atua como editora e revisora de textos e dedica-se também à encadernação artística. Em 2015 participou da exposição de livro de artista “Entre a Obra e a Dobra: Memórias”, com a obra Raízes. Em 2016 publicou Vinte poemas para serem lidos com lupa, obra em forma de minilivro (2 x 3 cm), e participou da Antologia Senhoras Obscenas. Publica poemas em revistas, blogs e antologias e também os apresenta em saraus. Seu livro Piracema será lançado em abril de 2017 pela Carpe Librum.