Fórmula

1- Olhe para as coisas imbuído pela beleza desesperada “da última vez” gravada em suas entranhas.

2- Permita-se aos sentimentos mais desconexos e excêntricos. Simplesmente deixe-os fluir com naturalidade.

3- Não cometa o erro de tentar controlar o que você escreve ou forçar e insistir em palavras destinadas ao abismo. Os versos devem buscar pela luz do sol sozinhos.

4- Não canse a canetas com ideias infundadas e sem sentido. Pura perda de tempo…

5- Esteja preparado para sofrer as consequências que a gravidade da atividade implica. Logo, tua carne irá sentir tais os sinais.

6- Ficam terminantemente proibidas as rimas: coração com paixão, carinho com amorzinho e, por fim, amar com matar.

7- Esqueça absolutamente os seis passos até aqui esquartejados. As leis da poesia são todas pessoais e intransferíveis. Levanta- te e guia a tua própria fábrica de palavras.

 

Sou estudante do quinto semestre de fisioterapia. A escrita surge pra mim como uma real necessidade fisiológica, no sentido de que eu jamais pude suportar completamente as atribuições e encargos sociais necessários a uma vida coletiva. Logo, sou grato às palavras pela companhia sempre presente.

André Luis Rosa

Sou estudante do quinto semestre de fisioterapia. A escrita surge pra mim como uma real necessidade fisiológica, no sentido de que eu jamais pude suportar completamente as atribuições e encargos sociais necessários a uma vida coletiva. Logo, sou grato às palavras pela companhia sempre presente.

  • Claudia Jeveaux Fim

    Perfeito!!! Sou fã de poesia! Amei seu texto, de verdade!