Lágrimas de sangue

 Quantos dias desde o fatídico incidente, quantas horas, minutos? Se eu disser para você que venho contando, você acreditaria? Acredita que uma parte do meu cérebro é dedicada a perceber o tempo passar, nas suas menores frações? O que mais eu posso fazer? Foi o que me restou: contar e procurar. A cada segundo eu coloco um grama a mais no peso da dor que quero causar, do sofrimento que pretendo infligir naquele que me deu de presente a maldição. Sangue se paga com sangue, o mundo pode ter mudado, mas eu pertenço a outro tempo, e no meu tempo uma vingança passa por gerações, de pai para filho, para neto, até sumirem ou cobrarem o que é devido.

            Não tenho pai ou filhos, então a vendetta é minha, e só minha. Mais que isso, eu sou a vingança e é tudo que tenho sido nos últimos duzentos anos.

            Sou uma marionete, um joguete. Uma formiga na mão da criança com a lupa, fadado a perseguir, alcançar e fracassar, num ciclo infinito de falha antecipada.

            O que mais eu posso fazer?

            O que mais eu posso fazer?

            O que mais eu posso fazer?  

                       O que mais eu posso fazer?

22 de Julho de 1991

Sussurros vazavam de bocas raivosas, abafados pelo ruído da chuva nas telhas, temperados com o cheiro ferroso do sangue. O círculo se juntava, tentando espantar o frio dos ossos, sugando o pouco calor do fogareiro no centro.

– A gente deveria fugir!

– Toda noite escuto tu falando do que não tem coragem de fazer.

– Me chama de covarde?

– Te chamo de prisioneiro. Como todo prisioneiro, fala em coisas que não vai fazer.

Durante algum tempo, tudo que se ouviu foi a canção ritmada das gotas. As chicotadas esquentavam mais os corações dos espectadores do que o lombo do açoitado. Difícil passar uma noite sem que conversa de sedição fosse o mote da senzala. O que mais podem fazer?

– Vou matar todos eles! – falou um terceiro, se metendo na querela do jovem impetuoso e do velho reticente. Mas não parou nas palavras, ergueu-se do chão frio deixando de lado um corpo fragilizado e trêmulo que tentou lhe impedir, mas não tinha forças para tal.

Com o mesmo propósito que se ergueu, o homem saiu pelo portão da senzala, que dormia aberto. Para que fechar se não havia para onde fugir? Tentar fugir era pedir por umas chicotadas, não só em si, mais em um outro qualquer. O justo pagava pelo pecador. O medo era as algemas.

Deixou para trás cochichos agoniados de couros já calejados que sabiam que a temeridade de um era a ruína do grupo, mas ninguém o parou. Os grilhões da alma pesam mais do que o ferro.

Ele andou em passadas fundas, sentido a lama entre os dedos, os nacos de terra sendo arremessados, chocando com as costas da perna e sendo lavadas, num ciclo de sujeira e limpeza.           Pegou a primeira ripa de madeira que viu, era pesada e grossa, e continuou a caminhada. Ela tinha destino e propósito certo.

O capataz fugira da chuva se abrigando no alpendre. Acendia o cachimbo quando deu fé do negro que vinha em sua direção. O coração palpitou e o fumo escorregou da mão trêmula do susto.

– Volte já para senzala Iná… – Não teve chance de terminar a frase que morreu na garganta quando a ripa de madeira acertou o topo da cabeça, afundando o crânio. Caiu babando sangue, a boca mole ainda tentando completar o nome do escravo que lhe tirou a vida.

Pegou pelo pé e o arrastou de volta senzala. O corpo convalescente nada pôde fazer além se afogar no sangue, saliva e lama. Ao se aproximar da porta, pôde ouvir o som de engasgar de várias gargantas, chocadas com a ousadia do escravo.

– Agora não há volta, vamos tomar essa casa e nossa liberdade de volta!

– Você enlouqueceu, vamos te entregar! – disse o jovem que antes estava cheio de ímpeto.

O burburinho começou a tomar volume, transformando-se em rugidos de raiva, o sangue do capataz inebriando os sentidos dos eternos revoltosos.

– Não importa, todos seremos punidos. – respondeu o velho. – Você agiu sem o consentimento do grupo. Conheço sua dor, mas não foi o único a senti-la. Lutaremos e rezaremos para que tua temeridade não custe nossas vidas, de nada vale a liberdade de um corpo morto.

– Há quem acredite que a morte liberta.

– Não me conte entre esses. – respondeu o velho.

Outros escravos correram tomando a frente, ignorando a discussão, armando-se como podiam. Alguns buscaram capatazes fora da casa, querendo saldar antigas querelas; outros adentraram a casa grande, sedentos pelo sangue dos mandantes da violência que sofriam.

O insurgente adentrou a senzala novamente, buscando pela amada que deixara ao chão.

– Inácio, o que tu fez?

– Vinguei-me daquele que te fez mal. Não dava mais para esperar, ia terminar assim de qualquer jeito.

Olhou para sua esposa, o corpo marcado pela violência, cicatrizes velhas se misturando às novas. Seu crime fora dar leite quente demais para o filho da senhora. Sua punição, chibatadas, e ainda contou que tiraram seu sangue por um corte nos pulsos. Estava fragilizada não só pelos ferimentos, mas fraqueza gerada pela anemia. Outros já haviam experimentado a punição bizarra, nunca souberam o porquê daquilo, mas não havia justificativa para a violência à qual eram submetidos.

– Fique aqui, está fraca e não quero que te sujes com o que vai acontecer.

– Mas tu vai, e tudo que te aflige me aflige também!

– Pois que tu sofras apenas por ver meu sofrimento.

Não demorou até que os sons da noite fossem substituídos por gritos e disparos das carabinas. Mas não havia munição suficiente naquele lugar para conter a fúria que se abatia sobre ele. Não há para onde fugir quando quem te caça é o avatar da dor.

Como uma barragem rompida, o rio de peles negras se derramou pela casa, tomando todas as vidas no caminho, deixando para trás um rastro rubro. Não houve distinção na matança, assim como não havia distinção na hora de punir suas mulheres e crianças no tronco. Inácio não tomou parte nisso, mas não restringiu ninguém. Não estava ali como juiz, mas como um dos executores. Haveria um momento para consciência, mas o sol estava longe de nascer.

Inácio tinha alvos certos. Sabia que os jagunços estavam fora da casa, entocados na mata próxima, à espreita para o bote. O escravo adiantou-se, se escondendo na lateral da cabana, invertendo o papel de caça e caçador.

Não tardou para sua suspeita se confirmar: um grupo saiu do matagal, carabinas e facões em punho. Os vultos escuros caminhavam em direção a casa grande. Inácio contou pelo menos cinco, mas a escuridão dificultava a precisão. Os homens avançaram com cautela até a casa grande. Risadas histéricas e choros desesperados ainda saiam do lugar, a combinação agourenta faria o mais corajoso dos cabras sentir um arrepio na espinha.

O revoltoso aproveitou a furtividade concedida pelas sombras para se esgueirar por trás dos jagunços. Mesmo na noite era difícil disfarçar a movimentação pelo chão lamacento, mas ele conseguiu se aproximar incólume. Posicionou-se atrás dos homens, beirando a mata e esperou.

Um grupo parou no beiral do alpendre, a linha de carabinas em punho, aguardando quem quer que saísse para morte certa, outros avançaram pelos lados da propriedade. Não tardou para que um coitado saísse. Não havia nada que Inácio pudesse fazer para avisá-lo, a tentativa só colocaria mais um cadáver na pilha. O pelotão disparou a rajada que varou o corpo de Juvenal, um jovem que havia sido trazido a pouco para a propriedade. Trabalhou com paixão acreditando que receberia louros, mas ao receber as primeiras chibatadas por sorrir para a filha da sinhá, descobriu seu lugar. O cão não pode mostrar os dentes para seu dono.

Inácio deu a eles aquele disparo, mas não dariam um segundo. O negro avançou sobre os homens que tentavam recarregar as armas o mais rápido possível, mas eles não foram rápidos o suficiente. O primeiro morreu sem saber, e Inácio descobriu que o pescoço de um homem é mais difícil de partir do que um feixe de cana quando a lâmina parou no osso.

– Nego safado! – disse o segundo entre dentes podres. Soltou a carabina e tentou sacar uma pistola, mas o movimento do facão do escravo foi mais rápido decepando-lhe a mão, que caiu no chão ainda segurando arma. O sangue esguichou, pintando o chão lamacento de vermelho, e seu grito se juntou aos outros na horrenda orquestra de dor que enchia o ar.

Inácio o derrubou com um chute, e entre os tropeços levou um companheiro ao chão consigo.  O quarto que restava em pé, ao trocar olhares com o algoz, já banhado pelo sangue de outras vítimas, não resistiu ao medo e correu deixando os colegas para trás. O escravo silenciou o maneta com um talho na garganta, enquanto o outro tentava se arrastar na lama.

– Pára, Inácio, nunca te fiz nenhum mal! – disse o terceiro se virando de frente. Joaquim era seu nome, ainda era um rapazote. O homem estacou por um momento para ponderar as palavras do jovem. De fato nunca havia tomado parte nos açoites, ofendeu ou agrediu ninguém.

– Dou-te esse crédito, menino. Tu nunca fizeste nada mesmo, mas tu és branco, e desse crime não és inocente.

Joaquim quis insistir, mas Inácio não deu tempo para resposta e varou o coração do rapaz a ponto de sentir o facão entrando na lama macia.

Foi em busca do fujão que havia entrado na mata, se corresse até outra fazenda poderia trazer um problema ainda maior. Sabia que não teriam muitas chances de sobreviver àquela rebelião, mas tinha que se agarrar as pequenas linhas de esperança.

Não foi preciso muita busca. Poucos metros mata adentro um cheiro ruim invadiu o nariz do escravo. Àquele odor não pertencia ali. Seguiu o faro até a origem. Encontrou José de cócoras atrás de uma árvore. O homem havia sujado as calças de medo, tremia tanto que as folhagens ao seu redor chacoalhavam. Não tendo mais o que soltar por baixo, vomitou quando viu que o inimigo se aproximava. Não fez menção de correr ou escapar, apenas balançava a cabeça desconsolado, como se negar a realidade fosse fazê-la sumir. Inácio o matou com nojo, não pelo cheiro de merda e vomito, mas pela covardia.

Inácio caminhou de volta para a casa, sem pressa, como se o corpo já começasse a sentir o peso dessa noite. Demorou, mas percebeu o silêncio. Por um momento, pensou que era por conta do fim da matança, mas estava silencioso demais. Era quase como se o mundo tivesse ficado vazio: não se ouvia os grilos, as aves, nem mesmo a água. O homem só não pensou que estava surdo por que era capaz de ouvir os barulhos que produzia em sua marcha.

Chegou à residência apressado. Aquela falta de sons era angustiante. Buscou por sua esposa na senzala, mas ela não estava lá. A ansiedade virou medo ao ver vários cadáveres ao redor da morada. Não eram os jagunços, mas seus irmãos de corrente. Empunhou o facão e se moveu com cautela, subiu devagar os degraus do alpendre. As tochas e velas haviam sido apagadas, mas havia algo além, uma escuridão que não era ausência de luz, mas algo vivo. A privação dos sentidos abalava seu equilíbrio, parecia que a qualquer momento cairia ou seria tragado para um abismo de vazio. Mas não hesitou, e entrou na casa.

– Bem-vindo. – disse uma voz grave em seu ouvido. Virou-se atacando com o facão, mas não havia nada.

– Não seja tolo. Estou em meu escritório. – a voz pareceu se divertir com angustia de Inácio. O revolto não sabia onde era o escritório, e mesmo que soubesse duvidava ser capaz de encontrá-lo nessa escuridão. – Perdão por minha indelicadeza, deixe me mostrar o caminho. – a frase mal terminou e um castiçal acendeu na parede. A luz era pouca, quase como se fogo temesse jogar seus raios em direção aquela treva, mas era suficiente para que Inácio pudesse acertar seus passos.

Adentrou na morada escura, cada vez que a luz do castiçal anterior parecia não alcançar mais, um novo se acendia revelando mais uma peça do caminho. Andou sem timidez, não demorou a chegar ao escritório. Quem quer que fosse o sujeito, sabia onde estava Madalena. Inácio sairia dali com sua esposa, ou não sairia.

A porta do escritório estava aberta, a luz interna escapava. Olhou para trás e percebeu que as luzes que lhe guiaram até ali já não existiam mais.

– Não gosto de esperar, entre. – disse a voz, mais uma vez ao seu lado, ou em cima, na verdade parecia onipresente, quase como se viesse dele mesmo.

Inácio deu um passo cruzando o arco da porta, o lugar estava bem iluminado apesar da luz parecer assustada como as do castiçal, prateleiras e mais prateleiras de livros enchiam o lugar. No centro a grande mesa, e por trás dela uma enorme cadeira que se erguia como um trono. Sentado nela um pequeno homem, que parecia ainda menor em contraste com a cadeira. Era o homem mais branco que já vira, parecia banhado em leite.

– Você é só um homem! – disse ele, admirado ao olhar Inácio.

– O que esperava? – perguntou, sem medo.

– Mais.

– Os outros estão mortos.

– Não me referia a números, falo da tua figura, esperava mais.

Inácio investigou a sala.

– Onde está Madalena?

– Quem?

– Minha esposa.

– Desculpe, não conheço minhas posses pelo nome. Deve estar morta. Quer dizer, presumo que esteja, já que matei todos.

Inácio sentiu seu sangue ferver.

– Mentira! Tu não confessarias assim! Nem poderia matar todo mundo desse jeito!

– De fato, minto. Sei quem é tua esposa, pois sei que foi tu a faísca que causou essa fogueira.

O escravo não queria acreditar. Não tinha como aquele homenzinho ter matado todos sozinho no tempo em que ele adentrou a mata.

– Tu mentes para me provocar. O resto de meu povo deve ter fugido para a mata em busca do quilombo.

– És um Tomé? Que assim seja. – Inácio piscou os olhos e homem não estava mais lá. Olhou em volta assustado, mas ele não se encontrava em nenhum lugar do escritório. Já ouvira história de monstros e feiticeiros, mas nunca acreditou, seria isso? Aguardou apertando o cabo da arma, esperando o bote do inimigo, mas não teve muito tempo para devaneios. O sujeito reapareceu carregando algo que jogou no chão aos pés do negro.

O homem sentiu seu sangue congelar, e seu coração parou por um segundo. Era Madalena, o corpo frágil ainda quente. Ao pegar seu rosto sentiu o pescoço mole com os ossos quebrados. Chorou um pranto breve. E se ergueu.

– Me dê só um motivo para não tirar tua vida – disse para o homem pálido, sabendo que não haveriam palavras no mundo para demovê-lo, apenas buscava uma brecha para atacar.

– Você não conseguiria. – respondeu o outro, com uma segurança que fez um arrepio descer pela espinha de Inácio.

O escravo decidiu agir. Avançaria e o golpearia, mas antes de dar início a seu intento, o sujeito estava na sua frente. Era pelo menos duas cabeças menor que Inácio. Segurou o punho da mão que portava a arma. O guerreiro tentou medir forças, mas era como se o peso de uma carroça prendesse seu braço. Então veio o aperto, o negro sentiu os ossos do seu braço esmigalhando, socou o rosto do sujeito com a outra mão, na esperança de se livrar, mas o golpe nem o mexeu. O facão escapou e caiu no chão, Inácio dobrou um joelho ante a dor. Era de fato um monstro, um demônio.

Sentiu o aperto soltar. Ao abrir os olhos, o homem estava mais uma vez atrás da mesa, olhando com prazer o sofrimento de seu escravo.

–  Mata-me logo, demônio, e acaba com minha dor!

– Matar-te? Claro que não! Tu não vais morrer, eu vou te punir!

– Monstro!

– Não sou diferente de ti e dos teus. Mataram aqui mulheres e crianças. Bárbaros selvagens, dei-vos teto e alimento e mordem a minha mão! Sei que foi tu o instigador, e tudo que basta é uma maça podre.

– Se tu amas tua família e sabes o que eu sinto, se me deixares vivo irei te procurar até nos confins inferno para saciar minha vingança!

– Tu vistes meu poder, e ainda te sobra coragem para me ameaçar?

– Meu ódio é tudo o que eu tenho agora!

O homem pálido olhou curioso para o sujeito. Na sua longa vida, homens na posição de Inácio borravam as calças, imploravam misericórdia, barganhavam e choravam. Mas lá estava aquele escravo, de queixo levantado, desafiando-o com olhar.

– Esses que mataram não eram minha família, não era a eles que eu amava. Amo apenas meu conforto, e isso é tudo que alguém como eu pode desejar. E você, um escravo, uma mula, destruiu tudo.

– A natureza humana é se rebelar, não é o que diz a palavra do teu Deus?

– Meu Deus? Não sirvo a deus algum além de mim mesmo. Mas tu falas bem demais para um escravo.

– Ninguém é apenas um escravo. O mais simples dos homens carrega uma história.

– Bem, tu roubaste algo que eu amava, e tomei de ti tua mulher e teu filho…

– Filho?

– Não sabia que a semente estava plantada? Devo me…

Inácio se ergueu empunhando o facão com mão boa e correu em direção ao sujeito, saltando sobre a mesa de madeira e varando seu corpo com a lâmina antes que pudesse terminar a frase.

– … desculpar. Pensei que soubesse, não era meu intento colocar outro peso sobre tua alma. – continuou o sujeito, ignorando o fato de uma lâmina havia atravessado seu corpo.

– Nunca vou te perdoar, monstro!

– Então viveremos uma eternidade em peleja!

Inácio olhou para ele sem entender. O homem apenas sorriu, e o escravo sentiu uma genuína amizade naquele sorriso. Então saltou sobre seu corpo e abocanhou seu pescoço. A dor durou apenas um segundo, depois se tornou um êxtase, maior do que qualquer prazer sexual. Caído de costas sobre a mesa, ele viu o corpo de sua a amada.

– Perdão meu amor, em breve estaremos juntos.  – pensou, e então a escuridão venceu.

Idealizador do Escambau, escritor, estudante de História e fã de cultura pop. Somente após vinte e seis anos criou coragem para colocar para fora suas aspirações literárias.

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Idealizador do Escambau, escritor, estudante de História e fã de cultura pop. Somente após vinte e seis anos criou coragem para colocar para fora suas aspirações literárias.

  • Claudia Jeveaux Fim

    É pra ler e reler. Tenso e forte. Excelente!

  • Gostei do conto, Wilson! Boa escrita, boa narrativa, ótimos diálogos. Por um momento estranhei a fantasia invadindo o terror real, mas logo tudo fez o seu (fantástico) sentido. ^^
    Há um e outro descuido na revisão, mas nada que chegue a prejudicar a leitura e tão menos que desvalha o texto. Parabéns!
    Abraço.

  • Angela Cristina

    Ótimo texto.
    Infelizmente, o sol continua longe de nascer.