Súbita Mente

Quando a lua no céu, o lume ostenta
Espelhando, pelo breu, a claridade
Reflete em natural opacidade
O cintilar da estrela que a sustenta

Quando o mar ondula solto, na tormenta
Relampeja no negror, a tempestade
Entre vagas e trovões, serenidade
Mirando a lua o marinheiro se orienta

Longa a noite, a solidão que desalenta
Faz de amargo o doce travo da saudade
E de pesada a dor que à alma, cimenta

A silhueta é toda paz, felicidade
Flutua o seu querer, sonho que inventa
E jaz na imaginária liberdade

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  • Claudia Jeveaux Fim

    Sempre me emociono com este soneto! Profundo, intenso e de uma docilidade encantadora. Parabéns!

    • Iolandinha Pinheiro

      Obrigada, gêmea

  • Sara dos Anjos

    Poema fantástico, tocante!!! Amo de paixão! Maravilha, Iolandinha!!!

    • Iolandinha Pinheiro

      Obrigada, Sara

  • Angela Cristina

    Lindo, intenso!
    Parabéns!

    • Iolandinha Pinheiro

      obrigada

  • Belo soneto, Iolanda!
    Sou suspeito pra falar, afinal sempre me encantou essa forma poética.
    “Longa a noite, a solidão que desalenta

    Faz de amargo o doce travo da saudade” – belo trecho!

    Forte abraço.

    • Iolandinha Pinheiro

      Obrigada, Fred. Abraço em vc também.

    • Iolandinha Pinheiro

      Obrigada, muito gentil.