Hino às avessas

Tenho vontade de cantar teu hino
Pátria minha, amada pátria,
Fazer ecoar dentre corações perdidos
Nas esquinas malditas dessa bela pátria
Um cântico de louvor a seu poder
Nas margens plácidas de um horizonte
ao longe, inexato, fazer soar o grito
Independente, não de guerras, mas de batalhas

Um povo heróico do dia-a-dia
De brado contra injustiças
Hei de faze-la chorar pátria minha
com meu eco surdo pelo sol da liberdade

Oh pátria amada, idolatrada
perdida na história reformulada
Entre seus símbolos
como um lábaro que ostenta desigualdade
e o que se diga do verde louro
de vossa flâmula
que já não é mais o mesmo?
(Talvez não seja nem mais nosso!!)

De que glórias do passado se fala?
Estamos perdidos entre leis sem nexo
Uma forma de complexo…
Seus grilhões americanos
sem índios, pátria amada
Seus filhos, desolada!

Brasil, seu sonho intenso é ser livre!
Verás que o filho teu já foge a luta
E teme sua culpa do passado
Seu berço não é mais esplendoroso
Uma terra mais querida
Seus campos não tem flores
os bosques sem vida
e brigas
Por seus campos, suas terras
Oh pátria amada
Que terra é essa que briga
Por sua própria terra?

Dos filhos deste solo, és mãe, Sutil
Pátria amada Brasil
Essa pátria está lembrando desolação
Pátriazinha, pequenininha
Não de extensão, de coração
amor as suas cores já opacas
pelo tempo sem glória, sem vitória

Pátria amada, idolatrada
salve-nos, salve-nos
De te esquecer e em busca de outra
pátria partir
Que não tem belezas e encantos mil
A oferecer como você

Pátria amada, resgatada
Salve-se, salve-nos
Brasil!!

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    Fantástico, Gisele! Parabéns!