Lucky(2017)

O filme é dirigido por John Carroll Lynch, ator tarimbado de hollywood que faz seu debut no papel de diretor.

Lucky, o protagonista que dá o nome ao filme, é interpretador por Harry Dean Stanton, que faleceu em setembro, duas semanas antes do lançamento comercial do filme.

A história gira em torno da vida de um veterano de guerra que, aos 91 anos vive sua velhice sozinho em sua casa no meio do deserto.

O protagonista segue uma rotina diária, que é retratada com maestria em uma filmagem paciente, destacando a maneira lenta que realiza as mais simples tarefas domésticas, como escovar os dentes, trocar de roupas e fazer suas palavras cruzadas.

Devido a uma queda Lucky vai ao médico acreditando no pior, mas tem a notícia de que sua saúde está perfeita para alguém da sua idade e até se surpreende com a recomendação médica de que poderia continuar fumando, pois parar a essa altura poderia trazer mais malefícios do que benefícios.

Esse acontecimento, traz o protagonista a realidade da inevitabilidade e aproximação da morte, lugar para o qual todos caminhamos. Ateu convicto, então, tem que se deparar com os medos e incertezas.

Nessa jornada de reflexão, Lucky se encontra com alguns personagens, como o advogado de testamento da cidade e outro veterano de guerra, e compartilham histórias que dialogam com o momento que ele está passando.

Destaque para o cágado “Presidente Roosevelt” que, abre e fecha a história e serve de mote para diversas conversas filosóficas entre o protagonista e o personagem de David Lynch, que sai mais uma vez da cadeira de roteirista e diretor e vai para frente das câmeras, sendo perfeita metáfora para o ritmo da velhice.

Lucky é um filme tocante, que dialoga sobre assuntos comuns a todos nós, como velhice, solidão e morte e vale a pena ser assistido.
A estreia é amanhã dia 14/12/2017 e não deve ficar muito tempo nos cinemas.

Apaixonada por livros e pela cultura pop desde criança, o que transforma seu mundo num local cheio de referências. Bacharel em direito, almeja aprender tantos idiomas quanto forem possíveis.

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Juliana Henrique

Apaixonada por livros e pela cultura pop desde criança, o que transforma seu mundo num local cheio de referências. Bacharel em direito, almeja aprender tantos idiomas quanto forem possíveis.