Fênix

Era um eterno morrer e renascer
Numa atuação de Fênix
Que perdia parte das cinzas
A cada volver

Encurtavam-se-lhe as asas
Que teimavam em manifestar-se
A cada riso dele
A cada som de sua voz
A cada promessa repetida

Outra vez, outra vez, outra vez
Alçou voo
Excitada pelo calor do sol
Pelo frescor do vento
Bateu fortemente as asas
Havia uma imensidão de céu
Ela sorriu
As asas pareciam-lhe maiores
Antes que pudesse planar
Porém
Acabou-se o vento
O sol passou a queimá-la
Cega de calor
Bateu num poste
Cheio de notícias
Todas antigas
Todas do dia
Desfez-se novamente
Cinzas
Que o vento
Voltando a soprar
Espalhou em muitas direções.

Professora de Português, Espanhol e suas Literaturas. Amante da música, da poesia, de romances e de um bom papo. Poetisa, cronista, contista num ensaio eterno. Não vivo sem Machado e ardo por Vinicius. Prazer!

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